“Nos próximos dois anos aumentaremos a presença do IBI em todo Brasil”

Reeleito como presidente do IBI Brasil para os próximos dois anos, o diretor executivo da MC-Bauchemie Brasil, Jaques Pinto, conta nesta entrevista quais são os planos do instituto para o próximo biênio. Fala ainda sobre o impacto do COVID-19 no setor da construção civil, e avalia o futuro da impermeabilização no Brasil e garante que os eventos online que se iniciaram durante a quarentena terão continuidade, mas adaptados a realidade do setor.

IBI Brasil – Já é seu segundo mandato como presidente do IBI. Como avalia seu primeiro ano e quais são os planos para este novo biênio?

Jaques Pinto – Durante os últimos anos tivemos como grandes desafios na Diretoria e Conselho, tornar a gestão mais profissional e aumentar a visibilidade e exposição do instituto junto ao mundo da construção. Para isto, tomamos uma série de medidas que passaram pela mudança da sede, contratação de um diretor executivo, criação de uma vice presidência de desenvolvimento de negócios e das diretorias regionais. Na área de eventos voltamos a promover o Simpósio Brasileiro de Impermeabilização e criamos os Seminários Regionais. Para os associados, além de uma nova e moderna sede, criamos as câmaras setoriais, uma plataforma muito importante para que os diferentes tipos de associados possam debater temas específicos de cada um. Neste novo mandato temos o objetivo de consolidar a estrutura criada e aumentar a presença do IBI em todo o Brasil.

IBI Brasil – A pandemia do COVID-19 desacelerou a economia e consequentemente paralisou o mercado da Construção Civil que vinha crescendo, na sua visão, quais as melhores estratégias para passar por essa situação com o menor risco possível?

Jaques Pinto – Infelizmente a pandemia de COVID-19 assolou o mundo de maneira rápida pegando todos de surpresa. Por outro lado, no Brasil, o setor da construção civil, foi um pouco menos afetado pois na grande maioria dos estados o setor foi considerado dentro das atividades essenciais. Devido ao fechamento inicial do comércio, o varejo foi um pouco mais afetado, mas obras de edificações, na indústria e de infraestrutura foram menos afetadas. A indústria da construção rapidamente se mobilizou para adotar as medidas de segurança necessárias para mitigar os riscos de contaminação nas obras e de uma maneira geral o setor tem se saído bem, mantendo uma parte importante das operações e com baixo risco.

IBI Brasil – Os eventos virtuais realizados pelo IBI durante a quarentena integraram profissionais do Brasil todo. Como o senhor avalia essa ação? Acredita que ela se manterá posteriormente?

Jaques Pinto – Os eventos virtuais tem feito muito sucesso durante a pandemia e com o IBI Talks não é diferente. Temos tratado sobre os mais diferentes temas de interesse do mundo da impermeabilização e a participação da comunidade tem sido muito boa. Acredito que estas ações são uma tendência que veio para ficar, mas obviamente acredito que acontecerão em frequência menor pois o tempo disponível das pessoas para participar dos eventos será um pouco menor.

IBI Brasil – Sabemos que o setor de impermeabilização está crescendo no país, mas ainda temos um caminho longo pela frente. Qual a visão que o senhor tem do futuro deste mercado?

Jaques Pinto – O futuro do setor de impermeabilização no Brasil é muito promissor. Quando comparamos o consumo per capita de produtos industrializados para construção no Brasil em relação à Europa por exemplo, vemos que consumimos de 5 a 10 vezes menos. O aumento do custo da mão de obra e das exigências de qualidade e controle requeridos pelas normas serão um catalisador deste processo. Por outro lado, é importantíssimo ressaltar que impermeabilização também é saúde, pois um ambiente seco e sem umidade é fundamental para a manutenção de um ambiente propício e saudável para evitar problemas respiratórios.

IBI Brasil – O que podemos esperar do setor para os próximos anos?

Jaques Brasil – Acredito que por um lado podemos esperar uma expansão do setor em função do maior entendimento geral sobre as vantagens e a necessidade de se impermeabilizar e por outro lado um importante desenvolvimento tecnológico do setor em função do constante aumento das demandas por durabilidade das estruturas e requerimentos de saúde e ambientais.