Normas mais eficientes, produtos avaliados pelo desempenho e conhecimento técnico mais acessível ao mercado.
Esses são alguns dos desafios que Paulo Henrique Vasconcelos pretende ajudar a enfrentar à frente da Vice-Presidência Técnica do IBI na gestão 2026/2028.
Engenheiro civil e mestre em Estruturas e Construção Civil pela Universidade de Brasília, Paulo Henrique reúne experiência em materiais e componentes de construção, concreto de alto desempenho, reforço de estruturas, fibra de carbono e impermeabilização. Agora, coloca essa trajetória a serviço de um novo desafio: aproximar ainda mais ciência, pesquisa e prática do setor de impermeabilização.
Uma nova visão para normas e desempenho
Para Paulo Henrique, um dos principais avanços necessários está na forma como os produtos impermeabilizantes são avaliados. Segundo ele, as normas precisam considerar não apenas parâmetros mínimos de aceitação, mas também o comportamento dos materiais em condições reais de uso.
A mudança permitiria uma comparação mais qualificada entre soluções e ajudaria projetistas e consumidores a tomar decisões baseadas em desempenho, e não apenas em preço.
“Precisamos de normas técnicas melhores e conhecimento de impermeabilização mais difundido e democratizado. Acredito que nisso posso ajudar, trazendo mais pesquisa e ciência para dentro do nosso segmento”, afirma.
Conhecimento que chega à obra
Transformar conhecimento técnico em aplicação prática também será uma das frentes da Vice-Presidência Técnica.
Entre as iniciativas em desenvolvimento está uma pós-graduação em impermeabilização, construída em parceria com uma instituição de reconhecido prestígio acadêmico. O IBI também trabalha na criação de bolsas de estudo e pesquisa para temas considerados estratégicos para o mercado.
A oferta de cursos on-line será ampliada, seguindo a experiência de capacitações como o curso de CBA e a próxima formação em Introdução à Impermeabilização.
Outro projeto de destaque é o primeiro livro técnico de impermeabilização do IBI, que reunirá especialistas em diferentes áreas do segmento. A edição será realizada pelo Prof. Dr. Elton Bauer, da Universidade de Brasília.
Sustentabilidade com desempenho
A sustentabilidade também estará presente nas discussões técnicas. Para Paulo Henrique, a economia circular já é uma realidade e o setor precisa se preparar para essa transformação sem abrir mão da qualidade e da durabilidade.
“A sustentabilidade não é uma opção, é o futuro. Economia circular é fato. Nosso segmento terá que se adaptar a essa realidade”, destaca.
Ele cita como exemplo a presença de subprodutos da reciclagem de óleo lubrificante e de polímeros de plástico reciclado na composição de mantas asfálticas produzidas no Brasil. Para o engenheiro, a tendência é que esse movimento se amplie para outros sistemas de impermeabilização, sempre acompanhado de pesquisa e desenvolvimento.
Qualidade como critério de escolha
Uma das principais prioridades da Vice-Presidência Técnica será a ampliação do PQ-IBI – Programa de Qualidade do IBI.
A proposta é estimular a adesão de mais empresas, ampliar a quantidade de produtos contemplados e fortalecer a comunicação do programa com o mercado. A intenção é fazer com que projetistas, empresas de engenharia e consumidores reconheçam o PQ-IBI como uma ferramenta de apoio à especificação e à compra.
“Esse programa é necessário não apenas para separar o joio do trigo, mas para que todos tenham ciência dessa separação e tenham mais assertividade na escolha”, explica.
Um IBI cada vez mais próximo do setor
Para os próximos anos, Paulo Henrique projeta um Instituto cada vez mais integrado à cadeia da construção civil, reunindo empresas de engenharia, fabricantes, construtoras, universidades e entidades de classe em torno do desenvolvimento da impermeabilização.
A proposta está alinhada ao lema da gestão do presidente Sérgio Guerra: “Elevar e levar o nome da impermeabilização em todos os cantos”.
Mais do que ampliar a presença do Instituto, o objetivo é fortalecer o respeito e a relevância técnica da impermeabilização. Como resume Paulo Henrique, a missão passa por contribuir para que o setor se desenvolva de forma mais democrática, baseada em conhecimento, pesquisa e qualidade.
E, ao lembrar uma reflexão feita pela engenheira Bia Menezes durante o AME Impermeabilização, em Natal, reforça a dimensão humana desse trabalho: a impermeabilização não trata apenas da proteção das estruturas, mas também do cuidado e respeito com as pessoas que utilizam as edificações.







