Conselheiro do IBI e gerente técnico da Vedacit, o engenheiro civil compartilha sua trajetória de 25 anos no setor e destaca a importância do conhecimento técnico para ampliar a durabilidade das edificações.
Com 25 anos de experiência no desenvolvimento de produtos e mercados, Anderson Oliveira construiu sua trajetória profissional em torno de um objetivo fundamental para a construção civil: a durabilidade das edificações. Engenheiro civil, professor e palestrante, ele atua como gerente técnico da Vedacit e acompanha de perto os desafios e as transformações do setor de impermeabilização.
Sua relação com o Instituto Brasileiro de Impermeabilização (IBI) começou no início dos anos 2000, quando sua primeira empresa já era associada. Desde então, o Instituto tem sido um espaço de aprendizado, troca de experiências e participação no desenvolvimento de normas técnicas. Hoje, como conselheiro, Anderson considera essa atuação um marco em sua carreira.
“É uma honra hoje ser um professor e atuar em algumas universidades dando aula de impermeabilização, podendo passar para a nova geração de engenheiros e arquitetos o conhecimento adquirido justamente por esse contato que tive desde o início da minha atividade profissional”, destaca.
Impermeabilização começa no planejamento
Para Anderson, um dos principais desafios do setor é consolidar o entendimento de que a impermeabilização não deve ser tratada apenas como uma solução corretiva, mas como parte do planejamento da construção.
Ele chama a atenção para a importância de conhecimentos tradicionais de engenharia, como o uso de pingadeiras para direcionar o escoamento da água e evitar seu retorno pelas superfícies. O exemplo demonstra que a proteção das edificações depende de um conjunto de técnicas e decisões de projeto, e não apenas da aplicação de produtos.
Na avaliação do engenheiro, é necessário fortalecer a formação prática dos profissionais e ampliar a compreensão sobre o comportamento da água nas construções. Afinal, prevenir infiltrações e preservar o desempenho das estruturas exige planejamento e soluções adequadas a cada situação.
Novas tecnologias, novos desafios
A modernização dos métodos construtivos também abre oportunidades para o mercado. Anderson destaca a expansão da construção a seco, que, embora reduza o uso de água durante a execução, não elimina a exposição das edificações à chuva e à umidade do solo.
Esse cenário reforça a necessidade de desenvolver tecnologias compatíveis com os novos sistemas construtivos, acompanhando a evolução da engenharia sem deixar de lado os princípios fundamentais da proteção contra a água.
Disseminar conhecimento para transformar o setor
Como conselheiro do IBI, Anderson pretende contribuir para ampliar a divulgação da impermeabilização por meio de cursos, iniciativas educacionais e conteúdos digitais. Para ele, levar conhecimento técnico a mais profissionais é essencial para fortalecer a prevenção e valorizar a impermeabilização desde as primeiras etapas dos projetos.
“Divulgação, divulgação, divulgação”, resume ao falar sobre suas prioridades no Conselho.
Sua visão parte de uma constatação simples: a umidade está presente no ambiente em que as edificações são construídas, inclusive no solo. Por isso, a proteção contra a água precisa ser considerada desde o início, e não apenas quando surgem problemas.
Para Anderson Oliveira, investir em conhecimento e planejamento é investir na vida útil das construções. Uma perspectiva que reforça o papel do IBI na disseminação de boas práticas e no desenvolvimento da impermeabilização no Brasil.







